Fases de crescimento e desenvolvimento do bebê





Seu bebê dormia como um anjo e de repente trocou o dia pela noite? O problema disso pode ser um motivo natural: o desenvolvimento e o crescimento do bebê.


Até o primeiro ano de vida o desenvolvimento e crescimento do bebê pode causar alterações no humor e no sono.
Durante o primeiro ano de vida o bebê e a família passam por diversas mudanças. 
Esse período é prazeroso e desafiador para ambas partes! Quando ambos aprendem interagir-se!
O desenvolvimento e crescimento do bebê esta diretamente ligado ao humor e ao sono.
Vejamos abaixo alguns saltos de desenvolvimentos e mais sintomas que surgiram em seu bebê após o nascimento!

Saltos de desenvolvimento
Saltos de desenvolvimento são aquisições de habilidades funcionais específicas que ocorrem em determinados períodos. O ritmo é variável. Em alguns períodos de desenvolvimento acelerado e outros onde há uma desaceleração.
É como se fosse "um marco" no desenvolvimento do bebê. Onde ele aprende uma nova habilidade. E anseia desenvolve-la a todo momento inclusive no período em que deveria estar dormindo! 

Com a maturidade neurológica o bebê pode se sentir perdido devido a mudança de seus sistemas perceptivo e cognitivo. O mundo parece estranho a ele o que resulta na ansiedade do bebê.  Essa  
ansiedade causa no bebê uma necessidade de voltar a sua matriz, ao que já lhe é conhecido. A MAMÃE!! Por isso é normal ficarem mais carentes, precisando de mais colinho, também é bastante normal surgirem alterações no apetite ou sono!
É extremamente necessária a paciência e empatia com bebê.
A duração de cada salto é variável, mas geralmente depois de algumas semanas a fase difícil passa e tudo volta à normalidade. Bebês e crianças precisam de cuidados amorosos, empatia e novas experiências, e não de brinquedos caros. Fale com seu bebê, cante, brinque com ele, leia para ele. São atividades chave para o desenvolvimento do cérebro. Os saltos no desenvolvimento não cessam na infância, mas continuam até a adolescência.
Essas aquisições ocorrem em vários aspectos: 
  • desenvolvimento motor (aprender a usar grupos de músculos para sentar, andar, correr, ter equilíbrio corporal, mudar de posições e outros).
  • desenvolvimento do controle motor fino (usar as mãos para comer, desenhar, se vestir, tocar um instrumento, escrever, e tantas outras coisas)
  • linguagem (desenvolvimento da fala, uso de linguagem corporal e gestos, comunicação e entendimento do que outros dizem)
  • desenvolvimento cognitivo nos dois primeiros anos de acordo com Piaget ocorre o desenvolvimento 
  • sensório-motor, que inclui habilidades de pensamento como aprendizado, entendimentos, resolução de problemas, raciocínio e memória] 
  • desenvolvimento social (interagir e se relacionar com familiares, amigos e professores, mostrar cooperação e empatia).

VEJA A SEGUIR UMA CRONOLOGIA DOS PERÍODOS DE SALTOS DE DESENVOLVIMENTO (levando em conta a variação entre bebês da mesma idade

5 semanas (1 mês): Enxerga em preto e branco, se interessa mais pelo ambiente ao redor, segue objetos com os olhos de forma sutil. Passa mais tempo acordado. Começa chorar com lagrimas e sorri mais vezes. 
- 8 semanas (quase 2 meses): diferenças nos sons, cheiros e sabores ficam mais perceptíveis. Ele percebe que as mãos e os pés pertencem ao corpo e começa a tentar pega-los. O bebê começa também a experimentar com sua voz.. Os pais podem perceber quais coisas, cores e sons o bebê gosta mais. Depois desse salto o bebê vai poder virar a cabeça na direção de algo interessante e emitir sons conscientemente. Todas essas novas experiências trazem insegurança ao bebê que provavelmente procura mais o peito da mãe. Isso pode preocupar a mãe levando a pensar se produz leite suficiente, o que não procede, já que a produção se ajusta à demanda.
12 semanas (quase 3 meses): o bebê descobre mais nuances da vida: nessa idade o bebê já pode enxergar todo um cômodo da casa, vira-se quando ouve sons altos, e consegue juntar suas mãos. Vai observar e mexer no rosto e cabelo dos pais e vai perceber que pode gritar. Depois do salto o bebê praticamente não vai mais precisar de apoio para manter a cabeça erguida. Como nos outros saltos, os pais são o porto seguro do mundo do bebê e ele se apoia nisso. Ele pode começar a reagir de maneira diferente fora de casa ou no colo de um estranho. Ao mesmo tempo que o bebê tem uma grande curiosidade em reparar no mundo que o rodeia, ele também é muito sensível às novidades e por isso se sente mais confortável e seguro nos braços dos pais. Então tenha paciência e empatia com o bebê. 
19 semanas (4 meses e meio): O bebê pode parecer mais estressado. O bebê chora mais, apresenta mudanças extremas de temperamento e quer mais atenção e colo. Consegue alcançar e pegar um brinquedo, sacudi-lo e colocá-lo na boca, passá-lo de uma mão para outra. Pode ganhar o primeiro dente. Os sons que o bebê emite se tornam mais nítidos e complexos. Tudo cheira, soa e tem gosto diferente agora. Dorme menos. Estranha as pessoas e busca maior contato corporal quando está sendo amamentado. Depois desse salto o bebê vai poder virar de costas e de barriga para baixo, e vice-versa, se arrastar pra frente ou pra trás, olhar atentamente para imagens num livro; reagir ao ver seu reflexo no espelho e reconhecer seu próprio nome.  Esse é um dos saltos de desenvolvimento mais significativos e em que um maior número de mães costuma relatar alterações no sono. Provavelmente porque o padrão de sono parecia entrar num ritmo desde que o bebê nasceu, o bebê tende a acordar bastante por algumas semanas enquanto está trabalhando no salto
26 semanas (6 meses): O bebê parece se tornar mais ‘difícil’. Ele busca maior contato corporal durante as brincadeiras. Já consegue coordenar os movimentos dos braços e pernas com o resto do corpo. Senta sem apoio e põe objetos na boca. Nessa idade ele começa a entender que as coisas podem ficar dentro, fora, em cima, embaixo, atrás, na frente, e usa isso em suas brincadeiras. Ele passa a entender que quando a mamãe anda, ela vai se afastar e isso o assusta, então reclama quando a mãe sai de perto. Depois desse salto o bebê vai ficar interessado em explorar a casa, armários, gavetas, achar etiquetas, levantar tapetes para olhar o que tem embaixo. Ele se vira para prestar atenção nas vozes, consegue imitar alguns sons, rola bem em ambas direções e começa a se apoiar em algo para ficar de pé. Adquire maturidade para receber alimentos sólidos.
30 semanas (7 meses): O bebê tenta se jogar adiante para pegar objetos, bate um objeto em outro. Pode começar a engatinhar, a falar algumas sílabas e entende melhor o conceito de permanência das coisas. Pode fazer sinal de tchau. Sente-se desconfortavél com estranhos.
37 semanas (8 meses e meio): O bebê fica ‘temperamental’, tem mudanças frequentes em seu humor, de alegre para agressivo e vice-versa. Chora com mais frequência. Quer ter mais atividades e protesta se não as tem! Não quer que troquem sua fralda, chupa seus dedos. Protesta quando o contato corporal é interrompido. Dorme menos, tem menos apetite, movimenta-se menos e “fala” menos. Às vezes senta-se quieto e sonha acordado. O bebê agora começa a explorar as coisas de uma forma mais metódica. Passa a entender a diferença das coisas, por exemplo, sabe o que é comida e o que é animal, seja ao vivo ou em um livro. Fala "mamá" e"papá" sem saber quem é a mãe ou o pai. Engatinha, aponta objetos, procura objetos escondidos, usa o polegar e dedo indicador para segurar objetos.
46 semanas (quase 11 meses): O bebê percebe que existe uma ordem nas coisas e atitudes, por exemplo, que se colocam sapatos nos pés e brinquedos nos armários. Ganha então uma consciência de suas próprias atitudes. Ao invés de separar objetos, passa a juntá-los. Depois desse salto o bebê vai poder apontar para algo ou pessoa a pedido seu, vai querer ‘falar’ no telefone e enfiar chaves nos buracos de chave, procurar algo que você escondeu, tentar tirar a própria roupa. Fala "mamá" e "papá" para a mãe ou pai corretamente. Levanta-se por alguns segundos, movimenta-se mais, entende o "não" e instruções simples.
55 semanas (quase 13 meses): geralmente a fase em que o bebê começa a andar - um salto no desenvolvimento bem significativo. Fala mais palavras do que "mama" e "papa". Rabisca com giz.
                                                Picos de crescimento
São fenômenos que se referem ao crescimento do bebê em si, e não ao seu desenvolvimento. Nos períodos de picos os bebês começam a querer mais mamadas do que o usual, pois precisam de mais alimento para crescer nesse ritmo agora mais rápido. Então o bebê que dormia longos períodos à noite pode começar a acordar mais e solicitar mais mamadas. Esta necessidade geralmente dura de poucos dias junto com o retorno de menos mamadas.
É muito importante respeitar a demanda aumentada de mamadas, pois somente com a livre demanda é que a produção de leite materno se ajusta perfeitamente às necessidades do bebê.
Nesses períodos a mãe pode interpretar incorretamente a maior demanda de mamadas do bebê - ela pode achar que seu leite não está sendo suficiente, ou que está ‘fraco’ e pensar que a solução para a situação é oferecer complemento de leite artificial. Porém, é um erro oferecer mamadeiras com leite artificial nesses períodos, pois isso prejudica o equilíbrio perfeito da natureza de produzir o leite conforme a demanda de mamadas. Em outras palavras, ao dar leite artificial perde-se um estímulo poderoso no peito, o organismo assim entende que não precisa daquela mamada, e passa a produzir menos e não mais como é necessário!
Períodos comuns dos picos de crescimento ocorrem por volta dos 7-10 dias, 2-3 semanas, 4-6 semanas, 3 meses, 4 meses, 6 meses e 9 meses e além. Os picos continuando acontecendo no decorrer do crescimento da criança, incluindo a adolescência, momento em que mudanças físicas e emocionais são mais notáveis.
O drama da separação
A partir de 6 a 8 meses, em média, o bebê começar a perceber que é um indivíduo desagarrado da mãe. Isso lhe traz angústia e medo, então ele tende a querer e precisar de muita atenção da mãe e pode chorar mais que o normal. Essa fase se estende a um longo processo que continua a se manifestar de varias formas até os dois a três anos, ou até os cinco anos, dependendo do desenvolvimento de cada criança!


















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Era uma vez uma família. Uma mãe, um filha e 4 anos, uma bebê de 10 meses, e um pai. Um belo dia de inicio de inverno as crianças adoeceram. JUNTAS! Porque ter irmãos é como um casamento. Na alegria, na tristeza. Na saúde, na doença! Se um adoece, o outro também adoece, certeiro! Uma crise de tosse generalizada. O “coral da tosse”. Elas tossiam sincronizadamente. Acredite, essa sinfonia frita os neurônios de qualquer boa mãe! Anoiteceu! Remédios e banhos tomados, barriguinha cheia. É chegada a hora de dormir! Enfim adormeceram! A mamãe feliz e animada com a melhora das crianças, satisfeita por poder descansar um pouco. Foi logo fazendo um chocolate quente. E colocando um filme (Capitão América-Guerra Civil), o qual o papai a acompanharia assistindo! Muahahah MAL SABIA ELA QUE O PIOR ESTARIA POR VIR... ..... “UUUAAAAAAAH” um berro. Era a bebê, que devido ao desconforto acordara. E se iniciou mais uma sinfonia o coral da tosse. Ela tossia quando chorava, e chorava quando tossia. 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Mães não tem sanidade mental, nem fisica, jogam toda carga encima das mães, desvalorizando-as sempre. Mas a verdade é que toda mãe chora, sente medo, fome, frio, dor, raiva. toda mãe merece e precisa de cuidados. Toda mãe precisa de alguém que diga a ela todos os dias sobre sua importância e valor. toda mãe precisa de alguém que lhe traga uma xícara de café quentinho pela manhã. Você mãe, siga seu coração. Seus instintos. Você é excelente no que faz. Não aceite ser humilhada, julgada e mal tratada! Se permita ter uma folga! Se abra! Desabafe! DESACELERE, RESPIRE, INSPIRE! Saia de casa, respire outros ares. Se ame! Não é possível carregar o mundo nas cotas linda! Toda mãe erra, é normal! Com força de vontade, empatia, respeito, companheirismo e o desconfiômetro ligado. Todos em prol do mesmo objetivo se amando e respeitando. Se alcança muita coisa! FIM! Ahh... sobre o felizes para sempre!? Na maternidade real não existe felizes para sempre.

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